quarta-feira, 25 de março de 2009

Paz

Bem, paz não consiste em evitar a vida, achar paz não consiste em evitar vida. Paz é estar em concentração isotônica com a vida. Então que as funerárias levem em conta a proposta e parem de pôr Paz no nome. Eufemismo e trocadilhos são coisas do século passado, esse é o século do Sarcasmo.

Paz não é estática. Uma mesa não é estática, é uma loucura de átomos se reagrupando, etc etc. Não existe sintonia nem em uma mesa, talvez até exista paz no Tibet, mas é mais provável que seja uma ilusão, eles vivem sempre presos a própria mente, é muito fácil. Realmente muito fácil.

E se o amor é só um monte de hormônios, há de se convir que a paz também deve ser. Um hormônio que possivelmente só é ativado nos tibetanos, e foi isolado em um laboratório por monges que clamam, nesse momento, estar meditando. Eles mentem.



E para nós, ocidentais que só comem sushi à noite: paz é uma coisa quase alcançável durante o sono. Mas basta pegar as estatísticas e ver que quase todo mundo tem insônia. Ou simplesmente não sabe dormir.

Paz é utopia, plenitude não existe, mas é um ótimo combustível para se viver, assim como a Morte.

E não é uma questão de semântica.

As pessoas vêm entendendo e interpretando as coisas erroneamente por séculos, basta ouvir alguém falar da Bíblia. Ninguém realmente entende o que está alí, ninguém entende que é a grande Metáfora, que era a escrita da época: a metáfora.

A verdade é que discutir sobre paz, bíblia, futebol e política dá cabelos brancos. E cabelos brancos é coisa de todos os séculos.

BTW, eu tinha esquecido de como o blog do Mark é basicamente o melhor blog there is.

É isso, PAZ.

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