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Mostrando postagens de 2015

Uma fábrica abandonada na estrada

Vou apagar as luzes. Deixa o sapato ali, não faz mal, contanto que se faça à dois. Ambíguo. Ora meu, ora teu. E agora mais de ninguém. Queríamos tanto conversar. mas foi na falta da necessidade de fazer-lo mesmo, que não o fizemos propriamente. O próprio. O jeito como o teu olhar fugia do meu, eu já lia tudo. Pára o mundo. Queria era escutar em bom português, queria tropeçar em um sinal de dois metros escrito "PÁRA!". Mas se fui eu mesma quem tirou o sinal dali, quem eu ia culpar? Culpa o vento. Culpa. Até chegar a uma desculpa que te apeteça a dor, a falta. Algo que ocupe o espaço de tudo isso. Um grito. Um cimento nessas paredes quebradiças, dessa fábrica esquecida na estrada. Passa gente o tempo inteiro, o dia inteiro e nem a vê. Já é noite e não há nada mais do ontem que foi nosso. 
Lembra. Te contei de tudo. Você escutou mais da metade. Li teus livros e reli tuas dores. Nunca quis flores. Senti de tudo um pouco. Medi, perdi a medida, criei calos de andar atrás de algo …

Инфекции: прошлое, настоящее, будущее.

“Будьте виросологами, и вы без работы точно не останьтесь”, были слова голландского доктора медицинских наук, вирусолог, изучающий вирус гриппа, Альберт Остерхаус, во время своей лекции на конференции iMed в 2014 году в Лиссабоне. Сначала аудитория реагировала смехом, а сами знали что поводов смеяться нет никаких. Согласно Всемирной Организации Здравоохранения (ВОЗ) инфекционные заболевания являются причиной 12% смертей среди населения всего мира. Даже в военное время, возьмем пример второй мировой войны, люди погибают в удивительных количествах от инфекционных заболеваний, неужели во время сражений — около полмиллиона солдатов войск США заразились малярией во время второй мировой войны. Остается вопрос: кто же врач? Ответа проще не бывает: инфекционные невидимые невооруженным глазом патогены. В настояще время человечество избавилось полность от всего лишь одной инфекции: натуральная оспа. Мы создали вакцины, безусловно, но часто некоторые привывки приходятся повторять во взрослом воз…

Sovietesque

Один из отцов церкви скакал, что мы чувствуем себя лучше в обществе знакомой собаки, чем с человеком, язык которого нам не знаком: Так что чужеземец для человека иного племени не является человеком -- Монтьень
"I've been counting how many terrorism warnings I will hear today", we were in this fancy german-like train in Moscow leaving for Vladimir. Looked anything but Russian. Not anything like the Rus', the Soviet Union, the Russian from the 90s being democracy-curious, instead it looked like the Russia trying to go a way it shouldn't go, the West. Cathedral in Vladimir, outside view. A чужеземец and an anthropology enthusiast. The country is so singular in so many cultural, historical and political aspects that the world has failed to understand it throughout all human history. Now there's a big terorrism awareness campaign going on, because it seems like it they scratch Russia or Russians in any way, then a war might really unleash. "If they touch this c…

I want to be single with you.

I want to be single with you.
I want you to go out for a beer with your friends and don't feel like you owe me satisfaction, just have that beer, your friends were there before I was. I want, in the midst of a hangover, that you ask me to join you because you want to hold me in your arms and I want to curl up next to you. I want you, just after woken up, to talk to me about everything that goes through your head, but I want you feel free to make different plans for the rest of the day. I will do the same.
I want you to tell me about your evenings with friends. To tell me about that girl at the bar who would not stop looking at you. I want you to write me to tell me when you're drunk nonsense, just to make sure that I'm thinking about you.
I want to laugh while we make love, maybe because we feel awkward between the sheets. I want that, while we are with our friends, you take me by the hand and take me to another room because you do not resist more and you want to make love…

Frequentemente

Frequente, muito frequentemente
Te olhei por dois segundos
acreditei em você, em nós
e logo desacreditei
larguei, saí a viver
respirei.

Frequente, mais que frequentemente
deixei o dia passar
sem a tua imagem no fundo dos meus
pensamentos
deixei escorrer entre os dedos
os grãos de areia feitos de
ti
destruí (teus castelos)
cresci.

Frenquente, tão frequentemente
Quis te abraçar,
só pra te largar e continuar caminhando
essa linha reta que me leva
longe
só só por querer
um outro jeito de me querer
bem (melhor)

Frequente, demasiado frequentemente
Quis a mim
mais do que quis a ti
e já não te quero mais
nem aqui nem ali nem cá nem acolá
nem perto nem ao lado
por mim distante já basta
sem você já me abasteço

Todo o tempo
O tempo inteiro.
ligeiro.

Love is when you decided to come along.

Fall in love with some who makes you feel lucky. Whose snoring sounds like music. Whose crushing hugs in the middle of the night are better than anyone's. Who knows where to tickle you. Who knows when it's time to order pizza. Who loves to walk with you under the rain, leaving it as background. Who calculates the minutes out loud on the phone based on his current speed and distance left when driving to your house. Who shares your love for things and books. Whose chest is the perfect pillow. Finally, fall in love with someone who lets you breath, but can still make you breathless.
But these are only words. Words coming from something I thought I felt. Or I did. And just forget how it actually stroke me, right now. This empty vessel. So all I have are these pretty words, a charmer poet singing to the passing beautiful one, not to anyone in specific. That hopeless romantic who is just waiting to love, and doesn't realize how unfair he can be to the one who is waiting to be l…

Eu me vou a Pasárgada no amanhecerl, ou Canção do amanhecer.

Esquenta. Esquenta em mim. Filtra a boemia através de quem quer ser atravessado por ela. Atravessa o salão. Senta comigo. Bebe logo, senão esquenta. Mas vai sem pressa, vai na malemolência. Aumenta o som. Saideira. Agora já ninguém quer sair. Perde a identidade, refaz-te dos pés ao pescoço, deixa a cabeça pra lá. E quando essa música acabar, já vai ser alvorada, e vai ser a minha hora de ir-me daqui. E ir-me-ei sem permissão, mas antes disso te deixo sem chão. E enquanto enquanto esquento, espero eletivamente a hora de me amanhecer, e aí já não vou estar. Vão ser notas no ar, arranjos, rimas, saxofones  e dissonância.  E aí já não vou estar. Vou nos pontuar.