sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Papai Noel...

Eu estou lhe escrevendo porque sou atéia, então me apego ao mundo do sobrenatural ou o mundo das mentiras, porque Deus realmente não existe - e isso não é só uma mentira, é uma blasfêmia. Eu gosto do mundo das mentiras, mas as blasfêmias eu venho ignorando desde os nove anos de idade. No mais, eu só quero pedir muito amor a todos aqueles que me deram os kits de primeiro socorros da vida quando eu não tinha um bandaid e precisava de quatro mãos pra fazer um curativo. O melhor da vida é ver vocês sorrindo, Então sorriam, porque a vida merece ser boa.

Vocês sabem quem são.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Não gosto de folia



Ainda agora estava lá na sala com um livro do Amabis de Bilogia (não, minhas aulas ainda não começaram, trata-se de nerdice) lendo sobre tecido epitelial. Eu, primeiramente, fiquei olhando desconfiada por trás do meu livro fabricante de ateus, até quando ela ligou pra Vovó e falou alguma coisa sobre a viagem da Rianne, o cartão é pra ela eu vi que ela finalmente absorveu a importância que isso tem pra mim.

- Tem pré-carnaval hoje no Dragão do mar – falou, minha mãe.
- Não gosto de folia – pousei os olhos sobre o parágrafo que falava sobre tecido uniestratificado e estratificado. Finalmente eu parei de achar que simples era uma terceira categoria.

Ri internamente e li sobre como o tecido da bexiga pode mudar de cúbico para pavimentado, isso é realmente interessante.

Outro dia peguei minha mãe com um sorriso de orgulho - e não é só porque eu goste de pensar assim, é que eu vi - enquanto eu lia um texto em russo porque alguém tinha pedido pra ouvir como era. Um sorriso, e isso é muito, acredite.



E de novo, não quero sair. Um programa que eu não perderia por nada no mundo há algum tempo atrás (uma rave no Biruta)... Meu deus, esse tipo de diversão realmente se saturou pra mim, mas eu não entendo ao ver pessoas que já estavam na “farra” muito antes de mim prosseguirem enquanto eu tomo outro rumo... Pra bem longe, diga-se de passagem. Mas mesmo assim, antes de saber que eu ia embora, eu já estava perdendo o gosto pelas emoções repetidas. Eu me pergunto se existe algo melhor que um filme, fondue e vinho? Eu posso até estar ficando velha, e é o que todo mundo fala, mas eu gosto de pensar que eu passei pra outra.



É lógico que eu gosto dos meus amigos. Mas eu odeio essa coisa de ficar, e sempre que eu tô nessas festas é como se eu concordasse com essa besteira. Em casa eu repouso com as minhas convicções sem ninguém ficar me cutucando pedindo um beijo. Quando minhas necessidades físicas chegarem a tanto, e não vão, com certeza eu vou deixar o mundo saber. Mas por hora, é simplesmente banal.

Old-fashioned. Haha, é essa a palavra pra mim.

De qualquer forma, acho que eu sempre estive de passagem por Fortaleza. Eu nunca realmente achei que eu fosse ficar pra ver.



E eu nem gosto de sair na rua aqui. Tudo bem, eu não sigo o estereótipo cearense, mas me enche os nervos. Eu achava que eu "chamava atenção" só aqui... Mas minha mãe disse hoje que eu sempre chamei atenção quando eu era pequena, e eu nem era uma criança loira ou algo do tipo. Mas eu prefiro me esconder em um país onde tudo mundo segue o meu estereótipo. Quando eu tava em Londres ninguém estranhava o meu "tipo de beleza", era ótimo.

- Mãe, hoje eu vou passear com a Dolly no monumento do mausoleu, toda vez que eu vou pra praia sempre tem alguém pra ficar me parando perguntando as mesmas coisas, se ela é macho ou fêmea, qual o nome, quantos anos, porque os olhos dela são trocados...

Ela me olhou com uma cara de não seja tão estúpida!

- Quando eu passeio com a Dolly ninguém me para, é lógico, Rianne, que eles só querem paquerar contigo - eu pensei sobre aquilo por um momento e me senti enganada por uma cidade inteira.

Outro dia conheci uma russa no Facebook, e credo! A menina era igual a mim, do formato dos olhos, do nariz estranho demais, até o penteado. Não que isso seja ruim, eu sei que finalmente eu vou poder me incluir na paisagem. Eu gosto desse pensamento. Eu quero equiíbrio.

Odeio desrespeito. Fortaleza está cheio dele. Hmr, não sei.

... Pensamentos avulsos.

E pela alotropia das coisas mundanas, por ser grafite quase fui diamante. Esse me ocorreu numa aula de Química, e eu fiquei rabiscando me perguntando se um dia qualquer eu vou conseguir separar poesia das coisas absolutas... Credo, eu tenho que parar com essa mania de devaneios.

When people grow, people go...

Ah, o que seja.

Isso foi mais um vômito que um post, anyway.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Algo entre aniversários, chuva e zodíaco.



Feliz aniversário Babi, Michèlle, Jefferson. A festa foi linda.







A única dúvida que me abateu ainda pela manhã foi como vocês conseguiram juntar a Europa inteira em um bar? É louvável.

Ontem estava chovendo. God, eu amo chuva. Eu amo o frescor que sobe do asfalto quando a chuva pára, e o jeito como as pessoas correm achando que são de açucar, só pra chegar em casa e mergulhar numa banheira cheia de água.

Qual o ponto em não se molhar, afinal? Eu entro no mergulho, não uso maquiagem, não faço chapinha e essas coisas de moça que lê Gloss. Eu me dou uma chance. Eu quero me dar uma chance, pensando se é certo, mas quando eu vi eu já tô lá, debaixo do tempo ruim.

Tempo ruim. Mas eu aprendi a gostar da chuva, então eu me consolo nesse pensamento.

Um poeminha datado de 2007 que eu achei conveniente porque ontem coisas do horóscopo me vieram a cabeça.

Áries, áries
Ser humano peculiar
Não pensa em agir
Age sem pensar
Criatividade e vontade
Vontade que leva a
Criatividade
Signo dos líderes
dos persuadores
dos convincentes
Áries foi feito para ser o Leão
do reino animal.
Será que o aquecimento global
é fruto da imprudência de arianos?
Inconseqüencia?
Fim ao aquecimento!
Fim aos arianos!
Mas pensem em mim, palavra,
Pensem em mim!




Vou indo, correr atrás da vida.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

All that we didn't



All the hotdogs we didn't eat
plus all the milkshake we didn't drink
And all the macarroni cheese we didn't bake
All the walks we could 've taken
Plus all the talks we didn't scream
about when we were little
what happened yesterday, or so...
It all comes to me right now
Like a dog barking for food or attention
Like I could be the one to save your days just next week
Why won't you visit me next week?
So we can save ourselves next week?

It's next week already
And there you come smiling at me
Not becausause of happiness, because you don't know what to do
So I kissed then your words wouldnt come all confused
So the sun stood a little colder
The streets were a little soundless
The homeless had now a home
And we couldn't barely talk or cry

It was night when the moon said hello
you said bye
I couldnt speak the words I wanted to
So all of that my words could tell me was
I love you
come back soon



Escrevi isso há muito, muito tempo atrás. O contexto que se passava não era tão bom mas escrever sempre foi uma válvula de escape. Hahaha, sempre que eu escrevo em inglês me passa pela cabeça as besteiras que eu penso em inglês. Porque na maior parte do tempo eu penso em inglês, mas enfim, outro dia eu tava dormindo meu beloved nap, daí que alguém me acorda pra almoçar. Eu odeio quando me acordam pra comer. Eu odeio, eu odeio. Se eu tivesse tendo algum ataque de fome eu acordaria, mas então:

- Rianne, acorda, almoçar.
Viro o rosto.
- Fuck. I'm alive. Ain't that enough suffering?

Eu sou uma péssima pessoa quando me acordam. Eu provavelmente não vou falar contigo até as quatro da tarde, só balançar a cabeça. Porque eu amo dormir, so don't take away my love. Bitch.

No mais, somos só eu e a ansiedade de sempre. Se eu roesse unhas eu não teria mais dedos.

Eu já disse que o nome do meu terapeuta é Hendrik? Gee, eu amo esse nome. Get me a kid or a dog just so I can name it. Preguiça de falar sobre isso hoje.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Uma tentativa de dissecar a loucura.

Começo com um trecho. Na verdade, recomeço, porque o blog ficou aqui meses a fio passando fome e eu esqueci de alimentar (é, eu tenho essa impressão de que a única coisa que eu realmente tenho que alimentar é a Dolly).

"[...] Olhei pra cima, só tinha um estrela e o Sol já ia nascer, então olhei até quando pude. Pensei em further north, nas tatuagens que eu ia fazer, de quando eu era de uma banda, de quando eu tinha um moicano e tava de saco cheio demais pra ajeitar... Pensei nos meus amigos que por essa hora estariam bêbados e incapazes de dizer quem ganhou a Guerra do Vietnã, pensei na minha vida longe daqui daqui a uns anos, se eu ia sentir falta de todo mundo ou ia simplesmente me acostumar (como todas as vezes que eu me mudo...). Tá, talvez eu sentisse falta... Sentisse falta das nossas tequilas, dos meus livros (será que eu os levaria comigo?), das havainas, do Fafi, do Dragão, dos flashs, dos brigadeiros, das raves, do Aldeota, do Sex Shop na frente da minha casa, das caminhadas sem rumo Aldeota-Open Mall-Del Paseo, das sopas Vono, do Habib's... Dessa merda de cidade que eu vivo desgostando, mas que deu chão pros meus pés por um tempo certamente bom, que eu vou recordar. E também... Lembrar que a vida tinha sido uma vadia barata comigo... E que eu tomei porre pelos menos umas cem vezes fudidas. Lembrei do Paulinho quando o painel mostrou que era 16 de Dezembro... Olhei denovo pra procurar a estrela, e ela não estava mais lá, perdeu o brilho... E meus erros e meus acertos, nao vivo sem os dois. [...] "



Li isso hoje, e lembrei de como cái bem, apesar de fazer mais de um ano que eu escrevi. Quantas coisas mudam em um ano? Não sei calcular, mas eu venho pensando em tornar o cálculo mais prático: quantas coisas mudam em um dia? Porque acho que só ontem mesmo eu engoli que eu tô indo embora, que o próximo Natal não vai ser aqui, e nem conte com o aniversário de 17 anos. Mas eu posso bem ver, e vou me aproveitar do último devaneio pra construir o pensamento: o meu aniversário de 17 anos mal me passa pela garganta, que não terá mais amigdlas, o clima vai estar perfeito, não sei qual estação será mas eu estou apostando na primavera, vai ser algum lugar na Rússia e eu mal vou acreditar que eu vim tão longe.

Ontem eu senti saudades.

Ana Luísa a quem eu devo explicações da minha dor de cabeça, hm, acho que eu achei. É loucura. Será que a minha maturidade não vem me "overjudging"? Minha cabeça e coração, que pensam quinze anos não concebem a idéia de ter tantos anos à frente longe, novos, frios e quentes. E acho que foi ontem, quando minha mãe depois de tantos anos me abraçou que eu vi como eu esqueci que é dizer tchau. Eu não venho dizendo tchau há mais ou menos dez anos, desde o meu pai. Na maioria das vezes eu sumo e fico olhando à distância, feliz por ver como as pessoas continuam andando e colhendo os frutos sem mim. Sim, eu fico feliz, porque eu prefiro - não imaginar - que ninguém sinta o peso de um tchau como eu sinto, eu prefiro deixar de enfrentar a situação. Covarde. E minha longe lista de defeitos, mas não estou nem estou dando audiência a demagogia hoje.

Finalmente minha rotina de vida mudou.

Eu tenho oito meses (um filho?) e dia 21 de Agosto é grande demais pra mim.

Vai ser o dia que eu finalmente vou ter que dizer tchau.

Tchau é denso demais pra ter só uma sílaba.

Those elbows, those arms,
I have been held,
I have been held.
- Bukowski