segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Não gosto de folia



Ainda agora estava lá na sala com um livro do Amabis de Bilogia (não, minhas aulas ainda não começaram, trata-se de nerdice) lendo sobre tecido epitelial. Eu, primeiramente, fiquei olhando desconfiada por trás do meu livro fabricante de ateus, até quando ela ligou pra Vovó e falou alguma coisa sobre a viagem da Rianne, o cartão é pra ela eu vi que ela finalmente absorveu a importância que isso tem pra mim.

- Tem pré-carnaval hoje no Dragão do mar – falou, minha mãe.
- Não gosto de folia – pousei os olhos sobre o parágrafo que falava sobre tecido uniestratificado e estratificado. Finalmente eu parei de achar que simples era uma terceira categoria.

Ri internamente e li sobre como o tecido da bexiga pode mudar de cúbico para pavimentado, isso é realmente interessante.

Outro dia peguei minha mãe com um sorriso de orgulho - e não é só porque eu goste de pensar assim, é que eu vi - enquanto eu lia um texto em russo porque alguém tinha pedido pra ouvir como era. Um sorriso, e isso é muito, acredite.



E de novo, não quero sair. Um programa que eu não perderia por nada no mundo há algum tempo atrás (uma rave no Biruta)... Meu deus, esse tipo de diversão realmente se saturou pra mim, mas eu não entendo ao ver pessoas que já estavam na “farra” muito antes de mim prosseguirem enquanto eu tomo outro rumo... Pra bem longe, diga-se de passagem. Mas mesmo assim, antes de saber que eu ia embora, eu já estava perdendo o gosto pelas emoções repetidas. Eu me pergunto se existe algo melhor que um filme, fondue e vinho? Eu posso até estar ficando velha, e é o que todo mundo fala, mas eu gosto de pensar que eu passei pra outra.



É lógico que eu gosto dos meus amigos. Mas eu odeio essa coisa de ficar, e sempre que eu tô nessas festas é como se eu concordasse com essa besteira. Em casa eu repouso com as minhas convicções sem ninguém ficar me cutucando pedindo um beijo. Quando minhas necessidades físicas chegarem a tanto, e não vão, com certeza eu vou deixar o mundo saber. Mas por hora, é simplesmente banal.

Old-fashioned. Haha, é essa a palavra pra mim.

De qualquer forma, acho que eu sempre estive de passagem por Fortaleza. Eu nunca realmente achei que eu fosse ficar pra ver.



E eu nem gosto de sair na rua aqui. Tudo bem, eu não sigo o estereótipo cearense, mas me enche os nervos. Eu achava que eu "chamava atenção" só aqui... Mas minha mãe disse hoje que eu sempre chamei atenção quando eu era pequena, e eu nem era uma criança loira ou algo do tipo. Mas eu prefiro me esconder em um país onde tudo mundo segue o meu estereótipo. Quando eu tava em Londres ninguém estranhava o meu "tipo de beleza", era ótimo.

- Mãe, hoje eu vou passear com a Dolly no monumento do mausoleu, toda vez que eu vou pra praia sempre tem alguém pra ficar me parando perguntando as mesmas coisas, se ela é macho ou fêmea, qual o nome, quantos anos, porque os olhos dela são trocados...

Ela me olhou com uma cara de não seja tão estúpida!

- Quando eu passeio com a Dolly ninguém me para, é lógico, Rianne, que eles só querem paquerar contigo - eu pensei sobre aquilo por um momento e me senti enganada por uma cidade inteira.

Outro dia conheci uma russa no Facebook, e credo! A menina era igual a mim, do formato dos olhos, do nariz estranho demais, até o penteado. Não que isso seja ruim, eu sei que finalmente eu vou poder me incluir na paisagem. Eu gosto desse pensamento. Eu quero equiíbrio.

Odeio desrespeito. Fortaleza está cheio dele. Hmr, não sei.

... Pensamentos avulsos.

E pela alotropia das coisas mundanas, por ser grafite quase fui diamante. Esse me ocorreu numa aula de Química, e eu fiquei rabiscando me perguntando se um dia qualquer eu vou conseguir separar poesia das coisas absolutas... Credo, eu tenho que parar com essa mania de devaneios.

When people grow, people go...

Ah, o que seja.

Isso foi mais um vômito que um post, anyway.

Um comentário:

¢az. disse...

E eu achava que só minha mãe me chamava de antisocial. Tsc.