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O círculo

Pensando muito ainda no sorriso da Heloísa, tentando empurrá-lo para longe e parando de querer isso exatamente quando vejo que é o que se leva, que é o que se leva... Fico montando a cena anterior à sua morte, por algum motivo consigo ver claramente a expressão dela, e em algum lugar ela agora se arrepende. Ninguém tem o direito de deixar o mundo, porque somos todos egoístas e falo principalmente das pessoas que iluminam o mundo, essas não têm qualquer direito de nos deixarem, elas são nossas, e sim, é cruel quanto parece. E vou adiando cada vez mais uma visita ao seu túmulo, com receio e muito receio de ir também ao túmulo do Paulinho. E como a minha Erin, protagonista o meu livro, eu vejo a história tomar papel na vida real: eu, cercada de um círculo de mortes. E os círculos são perfeitos, é isso que me incomoda, é um círculo e ele é perfeito, então, ele deveria estar aqui? Eu não quero perder mais ninguém ou simplesmente não ter mais. Às vezes isso me cái no devaneio e eu observo o ...

Para Heloísa

Ao som de Unwell , refletindo sobre o egoísmo que leva e ignora a vida away , e quantos foram os momentos que esse pensamentos me abriram as mãos e me disseram que eram os melhores abraços que eu ia ter, mesmo que fossem os últimos. Mas eu virei o olhar na hora certa e no outro dia, parecia a melhor escolha, se é que uma coisa tão abstrata que é a vida pode ser classificada como escolha. Eu não preciso amar todo aspecto para tomá-la para mim, no entanto, no entanto... Escolho amá-la. Então, querida, antes eu pudesse ter te feito sentar num banco que nessa imagem merecia ser gasto e de madeira e ter te dito que as cores só brilham mais se quisermos, não vale a pena esperar que o mundo mude. Então aceitando o abraço da morte, fez-se inútil a tempestade. E a última lágrima, que pra ti foi a última, foi apenas a primeira para todo mundo que já te viu sorrir e vai sentir falta da risada bagunçada sem motivo, sem causa, mas que era sem dor. O teu sorriso é o teu legado. Abraço-a pela última ...

Ready Set Go

Let's forget I'm running out of time...

Um trecho do meu livro "Tresloucada"

Finalmente resolvi tornar público um ou dois parágrafos do meu livro, que completou há pouco um ano, desde o primeiro rascunho mental até ao estranho processo de organização e finalmente o ato de escrever sobre esses personagens que me importunaram por meses a fio dentro do salão oval da minha cabeça. Foi ano passado que eu me perguntei, mais ou menos em Abril, "por que não? ninguém nunca disse que eu escrrevia mal". Desde os nove anos que eu venho escrevendo poeminhas, passei pela minha fase de criticar bastante, foi quando eu escrevi muito sobre politica, houve o Zine Trashcan, que eu tive a honra de dividir com a Maísa, inicialmente, mas acabou caindo no desuso já que a nossa linha de escrita já estava bem menos radical, era algo que escrevíamos para nós. Foi quando eu parti pras crônicas, explorei minhas idéias fixas, me apaixonei por Van Gogh, tudo ao mesmo tempo - eu já tinha quatorze anos. E como eu disse, foi ano passado que eu rabisquei minha cabeça de idéias, muito ...

Digesting

Sounds stupid, three fuckin years late to come and apologize and admit I was wrong. Well, I still am, I have been for three years side a side, put together in a soldier line... I remember back then we were in the car and this music playing and then, I feared. I feared once, I should admit, that you would leave it all behind, me incluided, but I played right with words and made you change ideas. So you did. Just we were never the same. And it said... "remember when we were such fools, just convinced and just too cool? What happened?". Maybe you didn't see a little drop showing up. Unwelcome. Rolling on my cheeks, finding its way and disappearing. If someone ever asks me to put in words of geometric forms what I felt back then I'd speak of a spiral, trying to become a circle, trying to become perfect, as we know it's what circles represent. And today, my dearest, I close the spiral and make it a circle, I know we had it all, we were in the same tune, just we lost it...

Esperando Hugh Laurie invadir a sala de cirurgia

Hoje tá muito quente. Foi a primeira coisa que o Sol me falou. Ter que ficar vivendo essa coisa de dormir no calor me arruina o sono, além de ter que acordar de madrugada pra tomar seis doses de remédios em horas diferentes. Eu também queria sentir fome, ou até vontade de comer, mas é impossível. Oito da manhã, Segunda-feira:  - Vamos lá - a atendente nos guiou por uma rampa e me jogou na mão de uma enfermeira que tirou meu peso (1okg a menos que no começo do ano), minha pressão (que eu nunca sei dizer quanto é bom e quanto é ruim), e ficou fazendo meu histórico médico.  - Não, a única cirurgia que eu fiz foi pra tirar uma verruga. [...] Sim, essa é a primeira. Tentei parar de analisar a linguagem corporal das enfermeiras, tentando entender se elas gostavam do trabalho que tinham. O meu experimento foi interrompido quando me levaram pro Apartamento 02, onde eu botei uma batinha tosca, liguei a TV, tirei meu piercings fora, e ajeitei a cama com o controle. Eu podia muito bem ter escolhi...

From Waytt to Henry

[going from Henry VIII's daring wishes (could have he been denied of certain desires only for being the King of England, oh, can't a man desire, for crissake?), to Anne Boleyn's guilty in the roll, jumping to Charles Bukowski, Van Gogh, Hitler and looking for my place in the garden of History] | Henry's love letter to Anne | Previous Note: Waytt was the last man in Anne Boleyn's life before Henry VIII, and the rest of the story I will trust everyone else should know. For she couldn't find in Waytt's poetry the purity she seeked, purity she chose to find only in noble blood. And noble blood, as known, rushes throughout the veins like no other, and its ones personal treasure, but poetry... Well, words rush in everyone's mouth, they can be arranged in every way by anyone. So which shall she have picked, dear Anne? Your mind, your presence, like no other, rushes throughout History as ones only treasure. Some might say you have mislead England's history...