domingo, 21 de junho de 2009

Para Heloísa

Ao som de Unwell, refletindo sobre o egoísmo que leva e ignora a vida away, e quantos foram os momentos que esse pensamentos me abriram as mãos e me disseram que eram os melhores abraços que eu ia ter, mesmo que fossem os últimos. Mas eu virei o olhar na hora certa e no outro dia, parecia a melhor escolha, se é que uma coisa tão abstrata que é a vida pode ser classificada como escolha. Eu não preciso amar todo aspecto para tomá-la para mim, no entanto, no entanto... Escolho amá-la.

Então, querida, antes eu pudesse ter te feito sentar num banco que nessa imagem merecia ser gasto e de madeira e ter te dito que as cores só brilham mais se quisermos, não vale a pena esperar que o mundo mude.

Então aceitando o abraço da morte, fez-se inútil a tempestade. E a última lágrima, que pra ti foi a última, foi apenas a primeira para todo mundo que já te viu sorrir e vai sentir falta da risada bagunçada sem motivo, sem causa, mas que era sem dor.

O teu sorriso é o teu legado.

Abraço-a pela última vez.

* ia falar sobre como está se montando minha vida na Rússia, mas o acaso ultrapassou a velocidade hoje. Fica pra outro dia.

Um comentário:

leticia disse...

Não há nada que substitua o "Bom dia, fofa!" de todas as manhãs...