Pular para o conteúdo principal

Quem não escreve, respira sem ar.

eu te encontrei
haviam lá mil correntezas que me levavam ao mesmo lugar
eu nao te amei
saibas que sei mentir quando preciso nadar
nos calculei
e perdi a conta de quantas vezes precisei falar
e de uma so vez
redigi palavras cuspidas no ar
evaporei
a pontuação - larguei freios corri a te amar
desmistifiquei
as mil armadilhas que me convenciam a voltar
inaugurei
avenidas com teu nome que sempre me guiavam ao lar
viuvei
enquanto te escutava mas ja nao sabia te amar
 (interpretar)
mal afundei e
desacreditei nossos planos; so quis poetar.
agürei
essas tantas vezes que quisera dissertar.
quiçá quem não o escreve
respira sem ar. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

We are chimeras

This journey is over. That was a great chunk of my life. I have rented a garage and left a bunch of stuff behind. I shall come back to retrieve it, but will I want it all back, when I reopen those boxes, will I still need them? So I thought about this, and these are the transcripts of my thoughts:

I first step foot on this land as a teenager who denied the existence of the Home. The world was bound to be the Home, and I knew it, even then. I have always suffered from chronic curiosity.

We felt everything, we knew nothing, we toasted and danced, we slept on couches and had neck-pain the other day. I was present and took part in weddings, police investigations, births, fires, carbon monoxide poisoning and car accidents. I left my appendix here, I ran through the streets of a cold winter to catch an ambulance before they left to help a friend, I didn’t think about slipping on the ice and dying, not a single moment. I developed a nail polish habit, a skin care routine and depression as …

RIANNE (eu,ich, ja, I, yo), A COLONIZADORA.

Toda criança normal tem como lembrança normal algum parque ou algo extremamente colorido. A primeira lembrança que eu tenho é de um corredor de hotel, uma janela no fim. Depois... Perguntaram-me em New Jersey se o que eu falava era brasileiro ou espanhol, peguei a bicicleta, achei graça e ralei o joelho - não exatamente nessa ordem, mas nada que me impedisse de ir comprar comida chinesa em caixinha do outro lado da rua, eu sempre kept the creeps quanto à vendedora, ela era alta demais pra uma chinesa.
Foi nessa época que criei um certo trauma em relação a indianos, o acento indiano é um negócio a se discutir - parei de comer dunkin donuts. Era uma máfia, em todo Dunkin Donut e posto de gasolina só se trabalhava indiano.
Admito que só fazia ESL pra perder aula, mas o mundo inteiro precisava sentar em um teatro e ver a cara da Miss Rudek, quando eu, o Hupert (chinês), e a Katrina (mexicana) passamos a ser crianças sem línguas maternas: Havíamos aprendido duas ao mesmo tempo, com um empurr…