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Poema ao meu décimo oitavo aniversário

[Foto boba para uma data boba com um mês de antecedência]

Padrões que seguem
são os
padrões de mim
contados dezoito vezes -

Pixo os muros
cometo delitos
antes que a doença
de ser adulto
me abata
para sempre
grito nomes
recito amores
em breve levanto vôo
e quando eu voltar
não vou saber seguir
os mesmos
ventos

O meu décimo
oitavo
aniversário
é uma linha
sem volta
E eu vou tentar levar
o que der
de mim

Mas quando eu voltar
tenho limite de peso
E venho só com o necessário
Simples
E quando eu voltar
vou ter me amontoado
em outras idéias
e não verei mais a linha
cruzada

Quando eu voltar
não vou ser eu
Vai ser o décimo
oitavo
padrão
de mim

E sem nenhuma
modéstia:
confesso
que vivi
o Ceará
dentro de mim.
Latitude longitude
de sete anos
enfileirados
confesso que cresci
vivi
aqui.

O resto vai
rasgando
rasgando
a carne.

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