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Dos nove aos treze

E o período de vida que cobre dos meus nove aos treze anos...

Foi regado de Blink, muito mesmo. Cresci à base dessa vitamina... E foi uma - merda - quando eles terminaram a banda, eu achava que ia ter um suporte pro resto da vida. É lógico que eu não sabia nada sobre o ser humano, mas aprendi bem rápido. Porque eu lembro que depois do término da banda eu mergulhei numa fase, hm, meio... DENSA DEMAIS. Duas decepções no mesmo ano, duas catástrofes.

E agora, eu posso dizer que eu vou conseguir me resgatar e que eu aprendi a dar tempo ao tempo.

Sim, o Blink está de volta, e quem disse isso foi o Mark. E quem recebeu a notícia foi uma segunda garota, crescida, apesar de ainda muito calada.

E eu sorri, foi um sorriso cheio de desespero e saudade. Mas eu não quero que fique parecendo que esse último perído da minha vida, até os dezesseis, foi triste. Mas houve seus momentos de saudade daquele trio magnífico que me fazia rir como ninguém conseguia, numa epoca que eu só tinha um namorado e umas amigas pra me segurar pela mão, eu ainda não me conhecia direito e não podia dialogar meus problemas comigo... O trio que me fez encontrar amigos quase do tamanho do meu amor pelo mundo. Hmmmmm! Finalmente. Finalmente... Vou celebrar minha saudade.

Eu vou a um show deles ainda na vida, eu sabia que era o tipo de coisa que eu ia levar pro túmulo me lamentando, quando teve um show deles onde eu morava nos EUA uma semana depois que eu me mudei foi o fim pra mim, mas agora eu vou atrás, foi até o inferno pra ir atrás das coisas que eu não fiz.

I'll be fine, it's not the fiiiirst, just like last time but a little worseee!

A única blusa de banda que eu ainda usaria com os meus dezesseis anos de idade seria definitivamente do Blink ou do QOTSA. Além disso, não seria muito sincero.



(e a foto vai ficar não-cortada assim mesmo)

Se alguém no mundo me ensinou a ser idiota e retardada, foi o Blink, quer dizer, só deve ter piorado o quadro. Eu sempre fui besta mesmo hahahah.

Diferente dessas bandas de hoje que influenciam esses coitados a andarem com uma franja simbolizando tristeza, cortar os pulsos, sentir pena de si mesmo. Credo, música é pra animar.

E eu sorri do jeito que eu só conseguia fazer quando tinha nove anos... Do tempo que eu achava que o mar era todo azul e não tinha tanto petróleo por aí, e que a Terra vista lá de cima não dava pra ver nenhum deserto ou quando eu queria chegar em casa só pra ficar fazendo anjinho de neve e nunca por causa do almoço.

I like the view.

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