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Keep it up, maestro

Somewhere around our last destination, maybe, we'll thank our fate anyway, only I wish that our homeland's transgression wouldn't be turned to an idol some day. Well, never mind, that's the way we are destined, such is our fate: now we feast, now we fight... Don't give up hope, hold it out, maestro, keep meditating and feeling inspired. Short are the years of our blithe adolescence off they will fly and disperse, in a flash... We’ve anything at all: smiles, joys and everything, one common moon for all, one summer and one spring. ...Like songs, years go by very quickly. I've changed all my views and my mood. The yard is too small for me, really, I’m going to leave it for good. (I listen to music on a low volume so no one else knows what I'm feeling) (I miss a man I didn't get to know, Dad) (I wish I could fall in love and get trapped like before, at least I felt something at all ... And you were right, I don't need lov...

Pondo no papel

Hoje faltam 37 dias para o meu vôo, e se alguém quiser ir derrubar o avião, dizer tchau ou olhar de longe: 20 AGO Guarulhos – São Paulo/Madri 15:50/ 06:45 21 AGO Madri/ Moscou 10:25/ 17:15 E o que acontece com aquele tempo que eu achava suficiente ficar em Fortaleza pela última vez na vida? Se encurtou e eu nem fui ver. Eis o que acontece: Eu venho pra São Paulo dia 10 de Agosto, - 10 dias = 27 dias, vou pra Teresina ainda -10 dias = 17 dias restantes em Fortaleza. - This is it, it'll be over soon, Joely. - What do we do now? - Enjoy it. É isso. Eu nunca mais vou ter um Carnaval, ou um aniversário, ou um Natal no Brasil pelos próximos 8 anos, depois é mais provável que continue sem ter. Não quero mais escrever. Agora é webcam, skype, msn e isso aqui, porque eu vou estar bem ali, num outro mundo nesse planeta, e já foi. So long and thanks for all the fish, I'm glad we finally came to this. Chego em Fortaleza Quarta-feira de madrugada, graças à conveniência dos vôos em horá...

O que fazer com aquela necessidade de ir embora e querer levar quem importa

[Não há exame de DNA mais preciso que essa foto] É inevitável comparar, realmente. Fortaleza vem me dando naúseas, já vinha, desde que eu pus os pés, fosse pelo clima, fosse pela mentalidade, pela falta de gente interessante (mas eu tenho certeza que as mais especiais eu guardei comigo até hoje). E eu sabia, sim, que o Sul era onde eu devia estar, pelo menos onde havia família, não em um Ceará sem almoços no Domingo e essas coisas que as famílias fazem, e por que eu exigia isso depois de voltar dos EUA onde não havia família at all? Talvez porque lá houvesse algo que encaixasse com o meu estado de espírito, e é uma sensação que me faz falta como um pedaço da alma. Mas eu pouco suspeitava que São Paulo me desse a mesma sensação, há 11 anos eu não convivo com meu pai, ou com a família dessa parte, e ter vivido isso antes de ir pra Rússia me faz ir com uma sensação de que eu vivi tudo que devia ter vivido, mesmo que passar esse tempo aqui em SP não tivesse exatamente na minha lista de to-...

O círculo

Pensando muito ainda no sorriso da Heloísa, tentando empurrá-lo para longe e parando de querer isso exatamente quando vejo que é o que se leva, que é o que se leva... Fico montando a cena anterior à sua morte, por algum motivo consigo ver claramente a expressão dela, e em algum lugar ela agora se arrepende. Ninguém tem o direito de deixar o mundo, porque somos todos egoístas e falo principalmente das pessoas que iluminam o mundo, essas não têm qualquer direito de nos deixarem, elas são nossas, e sim, é cruel quanto parece. E vou adiando cada vez mais uma visita ao seu túmulo, com receio e muito receio de ir também ao túmulo do Paulinho. E como a minha Erin, protagonista o meu livro, eu vejo a história tomar papel na vida real: eu, cercada de um círculo de mortes. E os círculos são perfeitos, é isso que me incomoda, é um círculo e ele é perfeito, então, ele deveria estar aqui? Eu não quero perder mais ninguém ou simplesmente não ter mais. Às vezes isso me cái no devaneio e eu observo o ...

Para Heloísa

Ao som de Unwell , refletindo sobre o egoísmo que leva e ignora a vida away , e quantos foram os momentos que esse pensamentos me abriram as mãos e me disseram que eram os melhores abraços que eu ia ter, mesmo que fossem os últimos. Mas eu virei o olhar na hora certa e no outro dia, parecia a melhor escolha, se é que uma coisa tão abstrata que é a vida pode ser classificada como escolha. Eu não preciso amar todo aspecto para tomá-la para mim, no entanto, no entanto... Escolho amá-la. Então, querida, antes eu pudesse ter te feito sentar num banco que nessa imagem merecia ser gasto e de madeira e ter te dito que as cores só brilham mais se quisermos, não vale a pena esperar que o mundo mude. Então aceitando o abraço da morte, fez-se inútil a tempestade. E a última lágrima, que pra ti foi a última, foi apenas a primeira para todo mundo que já te viu sorrir e vai sentir falta da risada bagunçada sem motivo, sem causa, mas que era sem dor. O teu sorriso é o teu legado. Abraço-a pela última ...

Ready Set Go

Let's forget I'm running out of time...

Um trecho do meu livro "Tresloucada"

Finalmente resolvi tornar público um ou dois parágrafos do meu livro, que completou há pouco um ano, desde o primeiro rascunho mental até ao estranho processo de organização e finalmente o ato de escrever sobre esses personagens que me importunaram por meses a fio dentro do salão oval da minha cabeça. Foi ano passado que eu me perguntei, mais ou menos em Abril, "por que não? ninguém nunca disse que eu escrrevia mal". Desde os nove anos que eu venho escrevendo poeminhas, passei pela minha fase de criticar bastante, foi quando eu escrevi muito sobre politica, houve o Zine Trashcan, que eu tive a honra de dividir com a Maísa, inicialmente, mas acabou caindo no desuso já que a nossa linha de escrita já estava bem menos radical, era algo que escrevíamos para nós. Foi quando eu parti pras crônicas, explorei minhas idéias fixas, me apaixonei por Van Gogh, tudo ao mesmo tempo - eu já tinha quatorze anos. E como eu disse, foi ano passado que eu rabisquei minha cabeça de idéias, muito ...